| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 | 31 |
Dia 05 de outubro, 4:00hs da madrugada de quinta-feira. De repente um estrondo. Um, dois, três gritos. Coração na boca.
SJ - “O carro. O carro!!”
MS - “Acorda!!”
Correria. Passadas apressadas e fortes de um lado para o outro. Sombra de gente na janela.
SJ - Bateram no carro!!
SJ - Cadê a chave do seu carro. Ta fugindo!!!
ER - Onde vc vai??! Cuidado!!! Não vá!
M - Liga na portaria. Na portaria!!
M - Qual o telefone!
Parte do diálogo travado nessa noite.
Estávamos todos dormindo na casa do Júnior e acordamos com um barulho horrível que para mim parecia um tiro dentro de casa. Acordei esbaforida, com o coração a mil e imaginando mil e uma atrocidades.
O sr. Silva sempre deixa o carro na rua do condomínio, em frente a casa, pq é bem tranqüilo e seguro. Inclusive nesta noite, o meu carro estava de fora também, só que do lado oposto. Um ex-padre que mora no condomínio, completamente embriagado, dormiu ao volante já chegando em casa. Ao invés de virar há esquerda, ele seguiu reto. A buzina disparou e certamente, pisou fundo no acelerador e bateu com tudo na frente do carro.
O ex-padre fdp, acordou é claro. Deu ré no carro, manobrou e saiu fora. O Ju pegou outro carro e com o sr. Silva foi atrás do cachaceiro. Na portaria, ninguém tinha saído naquele momento, mas o vigia disse que o ex-padre tinha entrado há poucos minutos.
Resumindo. Ele estava escondido. Os motoqueiros vigias o encontraram e nesta noite mesmo disse que ia pagar o prejuízo. Tudo bem. Mas foi horrível acordar daquela maneira.
Essa é a foto do carro logo após o acidente. O carro foi arrastado pelo menos por 70 metros.
A pia do meu banheiro estava entupida. Tudo começou aos poucos. Um fio de cabelo ali, outro aqui e um grande novelo de fios negros se formou no sifão da minha pia. A cada semana que se passava eu percebia que a água demorava cada vez mais a escoar e, além deste incomodo tinha o inconveniente de eu não poder escovar os dentes na pia, porque ficava toda branca depois que a água escorria lentamente.
Eu precisava desentupir o sifão, só que tinha que retirá-lo e apesar das minhas habilidades de encanador...heheh..., preferi não me arriscar. Talvez fosse mais problemático desentupir do que deixar como estava. Bem, para resumir esta parte. Um belo dia, cheguei em casa e a pia estava como deveria estar, escoando a água perfeitamente. Então foi ai que eu enxerguei a lição da situação.
Muitas ou algumas vezes somos como pias. O nosso coração é como o sifão. As experiências e conclusões que tiramos delas são os fios. Tantas coisas acontecem em nossas vidas, muitas ruins e estas vão se acumulando, tornam-se um grande novelo que nos endurece, nos torna medrosos, fechados e receosos. Quase sempre na defensiva. E quantas vezes esse novelo impediu que o nosso coração funcionasse direito??
Talvez, o importante é não deixar o novelo crescer. Prestar atenção no nosso sifão e nos primeiros sinais de entupimento, tomar alguma ação para que ele continue sempre funcionando como deveria. Quando o sifão entope, a gente fica cinza, apagado. É como a pasta de dente que vai se acumulando na cuba da pia, e isso todo mundo pode ver.
O que não é digerido pela leveza de um coração sadio e limpo, é lixo que se acumula no espelho mais verdadeiro que conhecemos, a nossa própria imagem e ser que adoecem e ficam feios.